21/05/2026
Abril Indígena: exemplo de cidadania
Confira alguns eventos da Pastoral Indigenista que marcaram o mês de abril. No texto, também segue um convite especial para este mês de maio
O mês de "Abril Indígena" foi intenso para a Pastoral Indigenista da Arquidiocese de Joinville, exigindo agilidade e disposição dos voluntários e apoiadores para organizar e interagir com tantos eventos.
- Feira da Saúde dias 16 e 17 na aldeia Pindoty, onde a equipe da pastoral auxiliou nos trabalhos propostos pelo SESAI (Serviço de Saúde Indígena).
- O Seminário de Formação “Desafios e Possibilidades de Atuação da Pastoral Indigenista” aconteceu dia 25 de abril no Museu do Sambaqui, com a participação da comunidade e de apoiadores.
- No dia 27 de abril, a Pastoral Indigenista participou da audiência pública na Câmara de Vereadores a convite da vereadora Vanessa da Rosa. O assunto debatido foi a respeito das dificuldades dos vendedores ambulantes, em especial as dificuldades que as artesãs indígenas enfrentam.
- Dia 29 de abril foi feito o 3° Encontro de Jovens na aldeia Pindoty, em Araquari, tendo como tema “EU Pertenço”. O encontro contou com a presença de 40 componentes das comunidades Pindoty, Jabuticabeira, Yvapuru, Tarumã Mirim e Tukumã Deni, tendo como articulador o professor de Teatro da Casa da Cultura Robson Benta. Nem a chuva intensa foi obstáculo para os participantes, que aguardavam ansiosos pelo início dos trabalhos. A abertura se deu com as boas-vindas do cacique Adelar, logo após a apresentação do coral e lanche comunitário, Robson deu início aos trabalhos.
Com o intuito de incentivar o exercício da expressão pessoal, valorização da cultura ancestral e sentimento de pertencimento, as dinâmicas de teatro estimulam ações criativas construídas sempre no coletivo, como exercício para o fortalecimento da identidade cultural e confiança pessoal.
Ao final de cada atividade o grupo avaliava as dificuldades enfrentadas, este foi o ápice do trabalho quando adolescentes assumiram o quanto é difícil a expressão de um pensamento quando os pares ironizam, fazem bullying, mesmo não percebendo o quanto é constrangedor para seu amigo. A coragem de assumir que “sorrir ou conversar” enquanto o amigo, por timidez, demonstra dificuldade para se expressar, e o outro desmerece este esforço, foi a demonstração do quanto já estão conscientes de seu papel no coletivo.
Neste sentido, a Pastoral Indigenista da Arquidiocese de Joinville cumpre a dimensão de ser uma pastoral profética e libertadora, auxiliando nas questões emergenciais, mas principalmente, contribuindo para a emancipação e autonomia, impulsionando os jovens a serem protagonistas de sua própria história.
- Em maio, o convite é para a Formação Arquidiocesana: “Diálogos Interculturais Migrações, Imigrações e a composição da cidade”, no dia 30 de maio, no Ponto de Cultura Jacatirão, das 13:30 às 17:00.
O grande objetivo será reunir lideranças de diferentes segmentos e fortalecer parcerias com outras pastorais, dando visibilidade à Campanha da Fraternidade: Fraternidade e Moradia.