Adipros - Associação Diocesana de Promoção Social
Arquidiocese de Joinville

03/09/2026

Encontro da Pastoral Indigenista promove diálogo sobre imigração, migração e composição da cidade

A atividade proporcionou um espaço acolhedor para refletir sobre culturas, pertencimento, territórios e formas de convivência

A Pastoral Indigenista da Arquidiocese de Joinville fez, no dia 30 de maio, no Ponto de Cultura Jacatirão, do Círculo Operário, bairro Bucarein, o encontro "Diálogos Interculturais: imigrações, migrações e a composição da cidade". O evento constituiu um importante momento de encontro, escuta e troca de experiências entre diferentes povos, culturas e histórias de vida presentes em Joinville.

Participaram da atividade imigrantes, migrantes, indígenas, educadores, representantes religiosos e lideranças comunitárias. Estiveram presentes: Valdete, representando a Adiprose a Casa das Pastorais Sociais, e Ariosto Vicente, do Serviço Projeto Imigrante Cidadão, vinculado ao Núcleo de Apoio ao Migrante (NAM) do Centro Universitário Católica de Santa Catarina, em Joinville. Também participaram diversas pessoas que, ao longo do tempo, chegaram à cidade e contribuíram para a construção social, cultural e humana de Joinville e da Arquidiocese.

As apresentações culturais e a participação de diferentes grupos tornaram o encontro ainda mais significativo, evidenciando a diversidade que compõe a cidade e fortalecendo os laços de convivência entre as comunidades.

A atividade proporcionou um espaço acolhedor para refletir sobre culturas, pertencimento, territórios e formas de convivência. Durante o encontro, os participantes compartilharam experiências, memórias, desafios e vivências relacionadas aos processos de migração e imigração, reconhecendo a importância dessas trajetórias para a história e para a identidade cultural de Joinville.

O diálogo também suscitou importantes reflexões sobre os deslocamentos humanos e as múltiplas identidades que constituem os espaços urbanos. A partir de uma perspectiva intercultural, o encontro deu visibilidade a histórias, saberes, tradições e modos de vida que, muitas vezes, permanecem invisibilizados, embora sejam fundamentais para a construção coletiva dos territórios e para o fortalecimento das relações sociais.

Mais do que uma atividade pontual, o encontro consolidou-se como um espaço de valorização da diversidade cultural, de fortalecimento do sentimento de pertencimento e de incentivo ao respeito entre os diferentes povos e comunidades. A iniciativa evidenciou a importância da criação de espaços permanentes de escuta, diálogo e acolhimento, nos quais todas as pessoas possam ser reconhecidas com respeito, sensibilidade e inclusão.

Ao final, o encontro reafirmou a necessidade de construir uma sociedade comprometida com a dignidade humana, a justiça social e a valorização das diferenças culturais. Ao promover o diálogo entre diferentes comunidades e sujeitos, a atividade contribuiu para fortalecer vínculos, ampliar compreensões e incentivar práticas de convivência fundamentadas no respeito, na solidariedade e na cultura da paz.