17/06/2026
Fórum das Pastorais Sociais debate migração e moradia e avança na implantação da Pastoral do Migrante
O Fórum ocorreu no último dia 13 de junho, marcando sua segunda edição em 2026
A Casa das Pastorais Sociais sediou, no dia 13 de junho, a segunda edição de 2026 do Fórum das Pastorais Sociais, reunindo coordenadores, agentes pastorais, representantes de instituições e convidados para refletir sobre os desafios da migração e do direito à moradia. O encontro teve como tema "Migração e Moradia – 'Eu não tenho onde morar'", em sintonia com a Semana do Migrante 2026, celebrada de 14 a 21 de junho.
Participaram do Forúm coordenadores arquidiocesanos, agentes das Pastorais Sociais, membros das Comunidades Eclesiais de Base (CEBs), representantes da Comissão do Laicato, da Adipros e o coordenador arquidiocesano de Pastoral, Padre Edemilson Conzati. Também estiveram presentes representantes de iniciativas que desenvolvem um importante trabalho de acolhida aos migrantes: Adriana e Rosane, da Ação Social da Paróquia Nossa Senhora Imaculada Conceição, no bairro Boa Vista; Mariluz, do Projeto Pró-Imigrante Cidadão, da Universidade Católica; e Sairi, da Casa de Passagem Santo Egídio.
A programação foi iniciada com um momento de espiritualidade conduzido pelo Padre Edemilson Conzati. Na sequência, foram apresentadas orientações sobre a utilização dos espaços da Casa das Pastorais Sociais e informações referentes à comunicação das pastorais, destacando a importância da divulgação de encontros, formações e demais atividades por meio da Secretaria de Comunicação (SECOM). Durante o encontro, também foi realizada uma reflexão sobre o tema permanente do Grito dos Excluídos — "Vida em primeiro lugar – Na defesa da terra, da paz e da moradia" — e sobre o lema da edição de 2026: "Erguemos a voz: Mulheres vivas e soberania!". Celebrado anualmente em 7 de setembro, o Grito dos Excluídos mobiliza manifestações populares em todo o país por meio de caminhadas, celebrações, encontros e outras expressões públicas de fé e compromisso social.
Um dos momentos centrais da programação foi o de escuta, na qual os participantes compartilharam experiências e iniciaram o diálogo sobre a Semana do Migrante e a organização da Pastoral do Migrante na Arquidiocese. A reflexão destacou a moradia como um direito fundamental e uma expressão concreta de dignidade, acolhida e esperança, reforçando a necessidade de estruturar uma pastoral específica para responder às crescentes demandas da população migrante.
Durante a partilha, os coordenadores ressaltaram que a Arquidiocese já desenvolve diversas iniciativas com características próprias de uma Pastoral do Migrante. Entre elas, está a Casa Santo Egídio, administrada pela Adipros, que oferece acolhimento temporário por até 90 dias; as ações sociais promovidas pelas paróquias, que favorecem a acolhida, a integração e o acompanhamento espiritual e social dos migrantes, incluindo, em algumas comunidades, celebrações em língua estrangeira; e o Projeto Pró-Imigrante Cidadão, da Universidade Católica, que presta orientação, acolhimento e apoio à integração dessa população.
Como encaminhamento concreto do Fórum, foi definida a implantação da Pastoral do Migrante na arquidiocese. O processo prevê o alinhamento da missão às diretrizes arquidiocesanas, Regional e Nacional, o levantamento das necessidades locais, a formação de uma comissão de liderança, a definição dos objetivos e o planejamento das ações, à luz dos pilares da evangelização.
Ao final do encontro, os participantes avaliaram que o Fórum representou um importante avanço no fortalecimento do compromisso da Igreja com a acolhida, a defesa da dignidade humana e a promoção dos direitos dos migrantes, especialmente no que se refere ao acesso à moradia. A expectativa é de que a futura Pastoral do Migrante fortaleça, articule e amplie as iniciativas já existentes na Arquidiocese de Joinville, consolidando a presença evangelizadora da Igreja junto às pessoas em situação de mobilidade humana.