As ações da Pastoral da Saúde estão centradas em três dimensões: Solidária, Comunitária e Político-Institucional. Elas são construídas com a missão primordial de evangelizar a partir do mundo da saúde, tendo opção preferencial pelos pobres e enfermos. Desta forma, busca participar da construção de uma sociedade justa e solidária a serviço da vida, seguindo o exemplo do Bom Samaritano.
Ao terem como objetivo maior a defesa da vida plena, os agentes da Pastoral da Saúde se dedicam ao trabalho voluntário de prevenção, promoção e recuperação da saúde em paróquias e comunidades, sem deixar de lado a evangelização a partir do exemplo do bem servir.
A dimensão Solidária traz em seu âmago a vivência e a presença do Bom Samaritano junto aos irmãos necessitados de cuidados físicos, mentais e espirituais. Essa prática do amor se traduz na atenção às pessoas que estejam necessitadas em qualquer espaço de convivência, seja em instituições de saúde, lares de idosos, orfanatos, prisões, hospitais, clínicas, residências e inclusive nas ruas.
O foco maior deve estar, em primeiro lugar, na escuta. Assim, o agente da Pastoral da Saúde poderá entender a dimensão do problema e fazer os encaminhamentos necessários, proporcionando um atendimento integral.
É preciso tomar conhecimento das necessidades da pessoa doente, encaminhar e acompanhar para que a visita e o diálogo se transformem em ações concretas. O doente deve ser atendido com dignidade pelas pessoas e pelos órgãos públicos responsáveis.
A dimensão Comunitária tem como foco a educação para a saúde em geral, com ações que orientem sobre a prevenção de doenças e os cuidados ambientais. Neste sentido, valoriza o uso de plantas medicinais e uma alimentação mais saudável, unindo a sabedoria popular e os conhecimentos científicos.
A Pastoral da Saúde precisa estar onde a comunidade se faz presente, para trocas de experiências por meio de palestras, dinâmicas, estudos, debates, oficinas práticas, confraternizações, celebrações, campanhas e parcerias com instituições e profissionais.
Com informações claras e confiáveis, a Pastoral da Saúde pode auxiliar a Igreja na construção de novas realidades nas áreas da saúde e do meio ambiente.
A dimensão Político-Institucional busca a consolidação de parcerias com órgãos governamentais, não governamentais e universidades em defesa de uma política de saúde sustentada pelos princípios da universalidade, da integralidade e da igualdade.
Nesta dimensão, a Pastoral da Saúde também se faz presente na construção das políticas públicas de saúde, com participação ativa em conselhos locais, estaduais e federais.
É necessário que a Pastoral da Saúde esteja ativa nesse contexto e oriente a população a também construir projetos que melhorem os serviços de saúde.
A participação dos agentes da Pastoral da Saúde nos Conselhos Locais de Saúde e no Conselho Municipal de Saúde (CMS) é imprescindível para que ajudem a fiscalizar onde e como os recursos financeiros estão sendo aplicados na gestão da saúde pública de sua cidade. Nos dois casos, os agentes da
Pastoral da Saúde estarão representando os usuários do SUS.
O CMS fiscaliza, por meio das prestações de contas e de projetos, os recursos financeiros que chegam à Secretaria de Saúde do município.
Para ser um agente atuante, com direito a voto nas assembleias mensais do CMS, é preciso estar atento às datas das assembleias municipais, onde ocorre a eleição das nominatas para um período de dois anos. Há necessidade de documento com autorização do pároco, no caso do Conselho Local de Saúde, e do bispo, no caso do CMS. A Pastoral da Saúde tem direito a duas vagas: para titular e suplente.